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Foi a partir da experiência de me tornar mãe — e de atravessar o puerpério em todas as suas camadas — que meu olhar se voltou, de forma definitiva, para a mulher. Não apenas para a mãe, mas para a mulher inteira que existe antes, durante e depois da maternidade.
O puerpério me ensinou algo que hoje atravessa todo o meu trabalho: quando uma mulher se torna mãe, não é apenas um bebê que nasce. Nasce também uma série de perguntas silenciosas sobre quem ela é, sobre quem ela foi e sobre quem ela deseja se tornar a partir dali. Muitas chegam ao consultório tentando entender o cansaço, a exaustão, a irritação, a tristeza ou a sensação de estarem perdidas. Mas, com o tempo, fica claro: a maternidade é, muitas vezes, apenas a ponta do iceberg.
Ela funciona como um portal. Um chamado para olhar para aspectos que já pediam atenção há muito tempo: a relação consigo mesma, a carreira, o casamento, os vínculos, a rede de apoio, os sonhos que ficaram suspensos, os limites que nunca foram aprendidos, o sentido da própria vida.
A partir desse ponto, meu trabalho passou a acompanhar as travessias emocionais da mulher-mãe — da gestação ao puerpério, da construção da maternidade à construção da parentalidade, da reconstrução da identidade à reorganização da vida como um todo. Porque a mulher não vive a maternidade isolada do resto da sua existência. Ela carrega, ao mesmo tempo, os filhos, os afetos, o trabalho, os relacionamentos, as expectativas, as culpas, os desejos, as perguntas espirituais e existenciais. Tudo acontece junto. Tudo pesa junto. Tudo precisa ser cuidado junto.
Hoje, meu trabalho é oferecer um espaço de escuta, acolhimento e elaboração psicológica para mulheres que desejam se compreender com mais profundidade, reorganizar a própria vida e construir uma forma mais verdadeira e possível de existir. Mulheres que chegam, muitas vezes, motivadas pelas mudanças da maternidade, mas que descobrem, ao longo do processo, que cuidar de si é um caminho que se estende para todas as fases da vida.
Atendo mulheres que desejam viver a maternidade com mais consciência, mas também aquelas que querem se reencontrar como mulheres — em seus relacionamentos, na carreira, na vida emocional e no sentido que atribuem à própria história.
Meu trabalho não é sobre dar respostas prontas. É sobre criar um espaço seguro onde perguntas possam existir, onde emoções possam ser sentidas e onde uma mulher possa, aos poucos, se reconhecer inteira novamente.
Se essa mensagem ressoou em você, eu te convido a entrar em contato. Vai ser um privilégio caminhar ao seu lado nesse momento.
Nem toda mulher chega pronta para iniciar um processo terapêutico contínuo. Muitas chegam cansadas, confusas, sem clareza do que sentem ou do que precisam. Por isso, ao longo do tempo, fui criando diferentes formas de acompanhamento, respeitando o momento, o ritmo e a disponibilidade emocional de cada mulher.
Hoje, meu trabalho se organiza em três eixos principais, que podem se complementar ou funcionar de forma independente.
A psicoterapia é um espaço contínuo de escuta, elaboração e transformação. É indicada para mulheres que desejam se aprofundar em sua história, compreender padrões emocionais, fortalecer recursos internos e construir uma relação mais consciente consigo mesmas, com os outros e com a vida.
É um processo que acompanha as diferentes fases da mulher — gestação, maternidade, parentalidade, carreira, relacionamentos, crises existenciais e momentos de transição — respeitando o tempo singular de cada uma.
A sessão de acolhimento é um espaço de escuta e acompanhamento para mulheres que sentem a necessidade de serem acolhidas em suas questões emocionais, em um formato mais pontual ou em encontros mensais.
É indicada para momentos de sobrecarga, transição, decisões importantes ou quando a mulher deseja organizar pensamentos, emoções e vivências, contando com um olhar clínico sensível e qualificado. Esse espaço pode existir por si só ou funcionar como parte de um caminho de cuidado mais amplo, respeitando o momento e as necessidades de cada mulher.
O Pausa Para Mim é um programa estruturado de 12 semanas, criado para mulheres que sentem que se perderam de si mesmas e desejam um tempo intencional de reconexão, reorganização interna e cuidado.
É um processo mais direcionado, com um foco específico definido em conjunto, que ajuda a mulher a sair do piloto automático, compreender suas necessidades em todas as áreas da vida e reconstruir uma relação mais consciente consigo, com a maternidade e com a vida como um todo.